Tipos de lâmpada: Conheça a diferença entre os 4 tipos mais utilizados

A iluminação se tornou uma parte fundamental do nosso cotidiano, pois ela permitiu com que nós conseguíssemos realizar atividades à noite e com maior precisão. Dentro da iluminação, as lâmpadas se tornaram a principal fonte de luz em nossas casas, nos espaços públicos e comerciais. E com a crescente preocupação com eficiência energética e sustentabilidade, além do aumento nas contas de energia, é importante que você entenda as diferenças entre os tipos de lâmpadas disponíveis no mercado.

 

Se você se interessou por entender os quatro tipos de lâmpadas mais frequentes no mercado: fluorescente, incandescente, LED e halógena, analisando suas características, eficiência, durabilidade e sustentabilidade, confira a seguir:

 

  • História da lâmpada
  • 4 tipos de lâmpadas mais utilizados
  • Incandescente
  • Fluorescente
  • Halógena
  • LED

 

História da lâmpada

 

Desde os primórdios da humanidade, o homem busca maneiras de iluminar o escuro, no início o fogo era a única fonte de iluminação disponível e suas primeiras utilizações eram fogueiras e tochas.

 

Com o passar do tempo, outras formas de iluminação foram desenvolvidas, como lamparinas e lampiões, que tinham óleos ou gordura como combustível. Ainda na Antiguidade, os gregos e romanos usavam velas feitas de cera de abelha ou sebo de animais. No século XVIII, a invenção da vela de parafina tornou a iluminação com velas mais acessível.

 

No século XIX ocorreu um grande avanço no ramo da iluminação, pois foi criada a primeira lâmpada elétrica viável de ser comercializada, a incandescente. Suas vantagens eram maior durabilidade e um raio de iluminação superior às outras fontes de luz.

 

Quase 50 anos depois foi criada a lâmpada fluorescente que é mais eficiente do que a incandescente e usa menos energia para produzir a mesma quantidade de luz. Ela funciona passando eletricidade por um gás em um tubo revestido por um revestimento fluorescente, produzindo luz. Essa invenção mudou a indústria da iluminação, tornando possível iluminar grandes espaços com menos energia para a época.

 

Porém outra grande invenção que revolucionou a indústria foi o LED, pois entre todas as lâmpadas atuais do mercado, ela é a mais eficiente, brilhante e sustentável, podendo ter uma economia de 90% de energia se comparada aos outros tipos.

 

4 tipos de lâmpadas mais utilizados

 

 

Incandescente

 

O tipo mais antigo entre os 4 abordados nesse texto, a lâmpada incandescente funciona através do aquecimento de um filamento metálico, geralmente de tungstênio, até que ele comece a emitir luz. O filamento é conectado a dois fios elétricos que são conectados a uma fonte de energia elétrica.

 

Quando a corrente passa por esse filamento, ele se aquece e emite luz, porém cerca de 5% da energia elétrica consumida é convertida em iluminação, o restante é liberado em calor, o que pode ser percebido através da elevação de temperatura nos arredores de uma lâmpada incandescente.

 

No Brasil elas foram muito utilizadas até a década de 90, quando a fluorescente começou a se popularizar, porém elas continuaram sendo utilizadas devido ao seu baixo custo inicial. No entanto, com o tempo, o Brasil passou a adotar políticas de incentivo a sua substituição, devido a sua baixíssima eficiência energética. E foi em 2016 que sua fabricação e importação foi totalmente proibida.

 

Fluorescente

 

A lâmpada fluorescente é um tipo que produz luz através de um gás que é excitado por uma descarga elétrica. Ela é composta por um tubo de vidro que contém um gás inerte, geralmente argônio, e uma pequena quantidade de vapor de mercúrio. O tubo é revestido internamente com uma substância fluorescente, que converte a radiação ultravioleta emitida pelo vapor de mercúrio em luz visível.

 

Quando a corrente elétrica é aplicada a dois eletrodos na extremidade da lâmpada, ela ioniza o gás inerte, criando um fluxo de elétrons que atravessa o vapor de mercúrio, excitando-o e produzindo radiação ultravioleta. Essa radiação é então absorvida pela substância fluorescente no interior do tubo, que emite luz visível.

 

Por ser mais eficiente do que a lâmpada incandescente, transformando cerca de 25% da energia elétrica consumida em luz, ela passou a ser utilizada no Brasil amplamente na década de 1990, substituindo as lâmpadas incandescentes em muitos locais, como escritórios, escolas e hospitais. Elas também foram muito utilizadas em residências, principalmente em áreas como cozinha, banheiro e lavanderia, onde uma luz mais clara e brilhante é necessária.

 

No entanto, assim como as lâmpadas incandescentes, as fluorescentes também têm seus problemas. Elas contêm uma pequena quantidade de mercúrio, que é tóxico e pode ser liberado no meio ambiente quando a lâmpada é descartada de maneira inadequada. Além disso, elas não são ideais para locais onde a luz precisa ser ajustada gradualmente, pois elas levam alguns segundos para atingir o brilho máximo.

 

Halógena

 

A lâmpada halógena também é do tipo incandescente, pois ela usa um filamento de tungstênio, assim como as lâmpadas incandescentes convencionais. A diferença é que nas lâmpadas halógenas o preenchimento é feito com um gás halógeno, como o iodo ou o bromo, ao invés do vácuo ou do gás inerte presente nas convencionais.

 

Seu filamento de tungstênio é aquecido por uma corrente elétrica, emitindo luz visível. O gás halógeno presente na lâmpada tem a função de aumentar a vida útil do filamento, pois quando o tungstênio evapora durante o uso, eles reagem, formando um composto químico que é depositado de volta no filamento, reduzindo a taxa de evaporação e prolongando sua vida útil. Ela é considerada mais eficiente do que a convencional, pois utiliza menos energia para produzir a mesma quantidade de luz.

 

No Brasil, as lâmpadas halógenas foram amplamente utilizadas nas últimas décadas, principalmente em ambientes que exigiam uma iluminação mais precisa e clara, como museus, galerias de arte, lojas de joias e salas de cirurgia. Elas também foram usadas em residências, em áreas como salas de estar e quartos, onde a luz brilhante e clara é desejada.

 

LED

 

E por fim, a lâmpada LED (Light Emitting Diode) foi o último tipo inventado que veio para revolucionar a indústria da iluminação, pois diferente das incandescentes e fluorescentes, que produzem luz por meios de processos térmicos químicos, o LED funciona por meio do fenômeno de emissão de luz por diodo semicondutor.

 

 Considerada a fonte de luz mais eficiente, devido a sua alta conversão de eletricidade em luz visível e também possuir uma vida útil longa, podendo durar até 50 mil horas, a lâmpadas LED começou a ser utilizadas em larga escala na última década no Brasil, impulsionadas pela crescente preocupação com a eficiência energética e a sustentabilidade.

 

Com a redução de preços e o aumento da oferta, elas se tornaram cada vez mais acessíveis e populares no Brasil, sendo hoje amplamente utilizadas em diversos segmentos, desde iluminação pública e fachadas de edifícios até em residências, escritórios e lojas. A tendência é que as lâmpadas LED se tornem ainda mais difundidas no país nos próximos anos, substituindo gradativamente as outras tecnologias de iluminação.

 

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1 comentário

  1. Wilson Caniato em 29 de outubro de 2023 às 17:53

    Texto muito bom, sintético . Amplia o nosso conhecimento de iluminação artificial.

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